quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Artrites Crônicas da Infância


Trata-se de um grupo de doenças caracterizado pela presença de artrite crônica (mais de 6 semanas de duração) em crianças com menos de 16 anos de idade.
Ela é dividida em três subtipos, com manifestações clínicas e evolução diferentes: tipos sistêmico, oligoarticular e poliarticular.
Tratam-se de subtipos distintos e falar de maneira genérica pode ser difícil, mas é possível dizer que a principal manifestação dessa doença é a artrite, ou seja , articulações quentes, vermelhas , inchadas e a incapacidade da criança de utilizar aquela articulação ou membro afetado.
Também aparecem sintomas de queda do estado geral, podendo haver febre, diminuição do apetite e da disposição para as atividades diárias, afetando desde o rendimento escolar até o ritmo de brincadeiras. Um aspecto importante dessa doença é a capacidade de instalação de deformidades a longo prazo e o comprometimento permanente da função das articulações. A terapêutica disponível atualmente visa deter a instalação dessas deformidades e disponibilizar uma vida normal para a criança. Conforme o subtipo , podemos ter o envolvimento de órgãos e sistemas de maneira diferenciada, por exemplo, no subtipo oligoarticular pode ser comum o envolvimento ocular (uveíte), que é atípico em outros subtipos.

Causas
Não existe uma causa conhecida para a instalação das Artrites Crônicas na Infância. Como se trata de uma doença dividida em vários tipos, pensa-se haver mais de uma causa possível. Foram detectadas várias alterações no sistema imune (sistema de defesa do organismo humano) mas não é ainda possível dizer se elas são causais ou se são apenas fenômenos paralelos sem uma relação direta com o início do quadro. Já foram arroladas hipóteses envolvendo a presença de infecções, alterações genéticas, imunológicas e endócrinas, mas até agora elas só tem valor como especulação a respeito das causas dessa doença.
Tratamento
O tratamento atual dessas condições consiste num conjunto de medidas que incluem o uso de medicamentos , fisioterapia, exercícios e medidas de reabilitação e, conforme a presença de seqüelas, podem também incluir cirurgia ortopédica. Da mesma forma a equipe que cuida desses pacientes é multidisciplinar, com o reumatologista pediátrico como coordenador. O objetivo principal dessa equipe é, como já foi dito anteriormente, preservar ao máximo o organismo da criança das seqüelas que podem advir da doença e do próprio tratamento. Muitos dos medicamentos utilizados hoje em Reumatologia Infantil são copiados da experiência com adulto, já havendo estudos específicos com populações dessa faixa de idade. A família entra nesse cenário como protagonista principal do tratamento, encorajando e estimulando a criança vítima de uma doença crônica e monitorizando essa evolução, repassando esses dados para a equipe médica. Fonte; abcdasaude


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