sábado, 30 de julho de 2016

Farinha de banana verde: emagrece e reduz risco de diabetes

O amido resistente dessa fruta evita picos de glicose no seu sangue e traz saciedade

A farinha de banana verde é feita justamente com a fruta que ainda não amadureceu. Mas comer uma fruta verde não faz mal? No caso da banana, ela está cheia de benefícios e o principal deles é o tal do amido resistente. Por ser digerido apenas no intestino, e não no estômago, ele traz uma série de benefícios para o nosso organismo, como turbinar a imunidade, melhorar a digestão e até fazer bem aos índices glicêmicos. 

Principais nutrientes da farinha de banana verde

Banana maçã - Composição nutricional (100 g)            
Nutrientes
Banana Maçã Madura
Banana Maçã Verde
Calorias (Kcal)
121
100
Proteínas (g)
1,22
1,32
Gorduras totais (g)
0,48
--
Carboidratos (g)
30,19
27,3
Fibras (g)
2,16
3,63
Fonte: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) 
A banana verde pode ter de 55 a 93% de seu amido na forma resistente, uma forma de carboidrato muito mais saudável para o organismo e responsável pela maior parte de seus benefícios à saúde, por ser digerido apenas no intestino delgado e não se converter em glicose que será liberada na corrente sanguínea. Além disso, ela apresenta menos sacarose, um tipo de açúcar natural da fruta. 
Além disso, a banana verde tem menos calorias e carboidratos, como é possível verificar na tabela acima, o que ajuda a reverter o ganho de peso. E possui zero gorduras, o que permite a inclusão de outros alimentos com gorduras boas na refeição. Para completar, ela possui mais fibras do que a banana madura também, o que melhora também o trânsito intestinal. 
A farinha mantém os principais nutrientes da banana verde, mas não se sabe ao certo o quanto ela conserva do aminoácido triptofano, por exemplo, precursor da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar. 
Não existe uma tabela oficial da farinha de banana verde, mas dois estudos computaram seu teor de nutrientes e chegaram a mesma composição: 
Farinha de banana verde - 30 g (uma porção)
Calorias
99,1 kcal
Carboidratos
22 g
Proteínas
0,66 g
Gorduras
--
Fibras
2,66 g
Fósforo
57 mg
Cálcio
47,1 mg
Magnésio
9,24 mg
Ferro
0,92 mg
Manganês
0,04 mg
Fonte: Estudo Caracterização da farinha de banana verde. Ciênc. Tecnol. Aliment. vol. 29 no.2 Campinas Abril/Junho 2009; Estudo Composição química de misturas de farinhas de banana verde com castanha do brasil. Rev. Inst. Adolfo Lutz;69(3):396-402, jul.-set. 2010 - Adaptados para porção de 30 gramas
Além do amido resistente, uma das vantagens da farinha de banana verde são suas fibras. A quantidade recomendada diária de ingestão desse nutriente é de 25 gramas. Duas colheres de sopa de farinha de banana verde (ou 30 gramas), a quantidade diária recomendada, contêm 2,66 gramas de fibras, ou seja, 10% do que você precisa consumir no dia. 
Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes a porção dessa farinha traz:     
  • 10% de fibra
  • 8% de fósforo
  • 7% de carboidrato
  • 6% de ferro
  • 5% de cálcio
  • 3% de magnésio
  • 2% de manganês
  • 1% de proteína.

Benefícios da farinha de banana verde


A banana verde é rica em amido resistente, importante para a nossa saúde
Ajuda a emagrecer A banana verde e sua farinha são ricas no tal do amido resistente, e é justamente esse composto que ajuda a controlar a fome. Isso porque eles retardam o processo de digestão, pois sua estrutura cristalina torna sua digestibilidade mais difícil. Dessa forma, ele fica mais tempo pelo estômago, melhorando a saciedade e reduzindo o consumo de alimentos nas refeições seguintes. O que ajuda a reduzir aquela fome que aparece fora de hora, auxiliando o emagrecimento. 

Reduz a produção de insulina Esse é o hormônio que coloca o açúcar para dentro das células. Portanto, quanto mais glicose for liberada na digestão feita estômago, maior a produção dessa substância no organismo. Mas o amido resistente tem uma função semelhante a das fibras, segurando a absorção desse nutriente, e evitando picos glicêmicos. Por isso, ela é considerada um alimento de baixo índice glicêmico. 

Mas por que é bom reduzir a produção da insulina? O problema é que quando ela começa a ficar em alta no corpo constantemente, alguns órgãos começam a se tornar tolerantes a ela, sendo preciso cada vez mais para cumprir a mesma função, gerando o quadro de resistência a insulina, que se não for combatido, pode evoluir para odiabetes tipo 2. Como se não bastasse, a simples presença da insulina em altas quantidades no nosso corpo nos faz depositar a gordura no tecido adiposo, ou seja, aumenta a "massa gorda". 

Melhora o funcionamento do intestino O amido resistente também guarda semelhanças com as fibras nesse aspecto, ele não é digerido no estômago, apenas no intestino delgado. Assim, ele atua no processo fermentativo no cólon, através da ação das bactérias probióticas da microbiota intestinal (flora intestinal). No saldo final, isso ajuda o desenvolvimento dessas bactérias do bem, em detrimento dos micro-organismo presentes no intestino que fazem mal para nossa saúde. Como resultado, temos uma melhor absorção de nutrientes, o que dá ao corpo tudo que ele precisa para funcionar de forma correta. 

Evita constipações Esse efeito positivo no intestino também melhora o trânsito intestinal, o que é acentuado pela presença de fibras. 

Reforça a imunidade No intestino são produzidas cerca de 60% das imunoglobinas, células de defesa do nosso corpo. Portanto, quando o órgão está funcionando bem, nosso corpo fica mais protegido. Além disso, estudos mostram que o consumo de farinha de banana verde pode levar a produção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino. Quando eles estão em falta, fica mais fácil para as bactérias nocivas da microbiota intestinal se deslocarem para a corrente sanguínea, aumentando a chance de infecções pelo corpo. 

Diminui o colesterol Assim como a glicose demora mais para ser enviada para a corrente sanguínea, o mesmo ocorre com o colesterol. Além disso, aqueles ácidos graxos de cadeia curta são responsáveis pela redução da absorção do colesterol no intestino. O resultado é que há uma redução do LDL (colesterol ruim). Quem sai ganhando com isso é a nossa saúde, já que o LDL em excesso pode acarretar no acúmulo de placas de gordura nas artérias do corpo, entupindo-as, um quadro chamado aterosclerose. Isso aumenta a chances de infarto ou de AVC, se o bloqueio ocorrer perto do coração ou do cérebro. 

Quantidade recomendada de farinha de banana verde

Os especialistas indicam a ingestão de até duas colheres de sopa ao dia da farinha, o que equivale a 30 gramas do alimento. 

Como consumir a farinha de banana verde

O ideal é consumir essa farinha com outros alimentos. Ela pode ser misturada a sucos, vitaminas e sopas, consumida com frutas, ou integrar massas de tortas e bolos. 

Compare a farinha de banana verde com outros alimentos

A maior parte das farinhas funcionais não contém tabela nutricional oficial, portanto não é possível comparar a farinha de banana verde com elas. Porém, as quantidades de nutrientes deste alimento pode ser comparada com outros tipos: 
  • A banana verde é o alimento com mais amido resistente. Para ter uma comparação, uma colher de arroz de ervilha cozida (equivalente a 60 gramas) tem 1,2 gramas desse nutriente, enquanto 30 g de farinha de banana nanica verde tem 7 g de amido, ou seja, quase 6 vezes mais. Uma fatia de 30 g de pão integral, por sua vez, tem 0,37 g de amido resistente, ou seja, a farinha tem quase 18 vezes mais desse nutriente.
  • Quando falamos em fibras, a farinha de banana verde tem um número equivalente a alguns grãos. 30 gramas desse item têm 2,66 g de fibras, contra 2,73 g presentes em 30 g de aveia. Portanto, eis uma boa forma de aliar esse componente à dieta.

Contraindicações

Não existe contraindicação ao consumo dessa farinha, a não ser que se tenha alergia a algum componente da banana.

Riscos

A farinha de banana verde é um alimento fonte de carboidrato, portanto, em excesso pode levar ao excesso de peso e acumulo de gordura. Além disso, o excesso de fibras e amido resistente pode levar a constipação.

Onde encontrar

A farinha de banana verde pode ser encontrada em supermercados, lojas de produtos naturais ou mesmo comprada em lojas virtuais. Porém, sempre compre de marcas e locais de confiança.

Como fazer a farinha de banana verde

Como as farinhas prontas podem conter conservantes e corantes, ela também pode ser feita em casa. Normalmente a banana prata é a mais recomendada para o preparo da farinha, mas podem ser usados outros tipos de banana. 

Para fazer, primeiro escalde as bananas verde em água fervente por dois minutos, com casca e tudo. Tire da água, descasque-a, dispense a casca e corte a banana em tiras. Coloque essas tiras em uma forma antiaderente, dispostas lado a lado. Leve ao forno e deixe torrar até ficarem esturricadas, endurecidas, quebradiças e esfarinhando na mão, mas sem ter um aspecto de queimado. Bata tudo no liquidificador e depois passe em uma peneira fina. Guarde em local seco e arejado por até uma semana. Fonte: minhavida
Vitamina B12 é essencial para formação das hemácias e do sistema nervoso central
O nutriente também é importante para a formação do DNA, previne anemia e pode ser bom para os músculos
A vitamina B12 é hidrossolúvel e ajuda a manter o metabolismo do sistema nervoso e as células vermelhas do sangue saudáveis. Ela também reduz o risco de danos no DNA e previne pode ser boa para os músculos. 
Este nutriente ainda previne a anemia perniciosa, também conhecida como anemia megaloblástica. A vitamina B12 pode ser especialmente benéfica para idosos, pois estudos apontam que ela previne o encolhimento do cérebro. 

Benefícios comprovados da vitamina B12

Importante para formação das células vermelhas do sangue: A vitamina B12 é essencial para a formação, integridade e maturação das células vermelhas do sangue, as hemácias. Quando este nutriente está ausente, as hemácias aumentam de volume e o tamanho do núcleo fica desproporcional ao do citoplasma. 
Essencial para o sistema nervoso central: A vitamina B12 é necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Sem essa vitamina, a mielina que recobre os nervos, como uma capa de proteção, sofre um desgaste que recebe o nome de desmielinização, processo que ocorre tanto em neurônios de nervos periféricos, quanto naqueles da substância branca do cérebro. 
Importante para o DNA: Uma pesquisa realizada pelo Linus Pauling Institute of Oregon State University dos Estados Unidos descobriu que a ingestão de vitamina B12 reduziu o risco de quebras nos cromossomos levando a danos no DNA. Sofrer danos no DNA é um dos fatores de risco para o câncer. 
Previne a anemia megaloblástica: A anemia megaloblástica é caracterizada pelo tamanho anormal e imaturidade das hemácias, além da diminuição de leucócitos e plaquetas. Como a vitamina B12 ajuda na formação, integridade e maturação das hemácias, ela também pode prevenir a anemia megaloblástica. 

Benefícios da vitamina B12 em estudo

Boa para idosos: A vitamina B12 é benéfica para os idosos por dois motivos. Um deles é porque ela é essencial para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Além disso, um estudo realizado pelo Departamento de Fisiologia, Anatomia e Genética da Universidade de Oxford, Inglaterra, comprovou que os idosos que receberam suplementação vitaminas B12, B6 e ácido fólico tiveram um menor encolhimento do cérebro ao longo dos dois anos do estudo. 

O atum é rico em vitamina B12
Boa para os músculos: Algumas pesquisas apontam que a vitamina B12 ajuda na regeneração dos músculos e a manter as reservas de energia porque interfere na síntese de creatina, proteína essencial para manter o nível adequado de massa muscular.  

Previne depressão: Uma pesquisa publicada no The American Journal of Psychiatry concluiu que boas quantidade de vitamina B12 diminuem o risco da pessoa desenvolver depressão. 

Deficiência de vitamina B12

A deficiência de vitamina B12 pode causar uma série de problemas. A ausência da substância leva a lesões irreversíveis no sistema nervoso, devido à morte dos neurônios. Isso irá provocar neuropatias que tem como sintomas mais comuns o formigamento nas pernas, queimação na sola dos pés, dificuldade para andar e incontinência urinária. 
O leite possui boas quantidades de vitamina B12
A ausência de vitamina B12 também aumenta o risco da pessoas desenvolver depressão. A anemia megaloblástica também pode ocorrer devido à falta desta vitamina. Alguns outros sintomas da ausência da vitamina B12 no organismo são: 
  • Fadiga, falta de energia ou tontura ao se levantar ou fazer esforço
  • Falta de concentração
  • Falhas na memória
  • Paranoia e alucinações
  • Pele amarelada (icterícia)
  • Língua inchada e inflamada

Interações

O álcool e o tabaco podem interferir na absorção de vitamina B12. Evite consumir alimentos ricos em fibras junto com fontes de vitamina B12. Isto porque as fibras também podem atrapalhar a absorção da vitamina. Alguns medicamentos interagem com a vitamina B12, são eles: neomicina, colchicina, ácido aminossalicílico e metformina. 

Combinações da vitamina B12

Vitamina B12 + ácido fólico = Esta combinação é importante para manter em bom estado os níveis de homocisteína do corpo. 

Fontes de vitamina B12

A vitamina B12 está presente em boas quantidades nos alimentos de origem animal, especialmente nos peixes de águas frias e profundas, como salmão, truta e atum, fígado, carne de porco, leite e derivados, ovos e ostras. 
Alimento
Quantidade de vitamina B12
Fígado cozido - 100 gramas
70 mcg
Atum cozido - 100 gramas
10 mcg
Truta cozida - 100 gramas
7.49 mcg
Salmão cozido - 100 gramas
3.26 mcg
Leite - um copo - 244 g
0.88 mcg
Ovo - uma unidade
0.44 mcg
Fonte: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos 

O uso do suplemento de vitamina B12

O suplemento de vitamina B12 é orientado quando há carência deste nutriente e isto é detectado por meio de um exame de sangue. Apenas os nutrólogos e nutricionistas podem recomendar a suplementação da vitamina B12. Como as principais fontes de vitamina B12 vem dos alimentos de origem animal, os vegetarianos, especialmente os veganos, têm mais chances de desenvolver carência do nutriente.  
Por isso, é importante que eles realizem exame e conversem com seu médico ou nutricionista sobre a necessidade da suplementação com a vitamina B12. Alguns cereais e produtos de soja podem conter boas quantidades de vitamina B12. 
Por isso, é importante que eles realizem exame e conversem com seu médico ou nutricionista sobre a necessidade da suplementação com a vitamina B12. Alguns cereais e produtos de soja podem conter boas quantidades de vitamina B12. 
Pacientes que se submeteram a uma cirurgia bariátrica tem mais chances de desenvolver deficiência de vitamina B12 porque a absorção dela se dá no intestino delgado depois de ter sido ativada no estômago. Por isso, é comum os pacientes serem suplementados com a vitamina B12 após a bariátrica e o acompanhamento continuar conforme a dieta evolui. 

Riscos do consumo em excesso de vitamina B12


O excesso de vitamina B12 geralmente ocorre por meio da suplementação, mas também pode acontecer devido ao excesso na alimentação. Grandes quantidades desta vitamina podem provocar pequenas alterações no baço e alteração e aumento dos linfócitos. Os problemas em decorrência dos excessos geralmente ocorrem quando a pessoa ingere suplementos sem orientação do nutricionista ou médico.  Fonte: minhavida

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Chá verde: bebida que ajuda a diminuir a gordura corporal

Os princípios ativos da bebida aceleram o metabolismo e também contribuem para quebra da gordura

O que é o chá verde

Oriundo da planta Camellia sinensis, a mesma que origina os chás preto e branco, ochá verde tem suas folhas colocadas sob vapor e depois, secas, por isso contém propriedades diferentes. Desta forma previne-se oxidação dos ingredientes e preservam-se os nutrientes. Entre os derivados da erva, esse é o chá mais popular no Brasil e foi alvo de mais estudos do que seus "irmãos". Estima-se que a bebida corresponde entre 80 e 90% da produção de chá chinês, terra natal dessa planta, que hoje é cultivada em todo o mundo.
Há uma lenda na mitologia chinesa para o chá verde. No ano de 2737 a.C, o imperador Shen Nung costumava tomar água fervida para ter longevidade e uma vida mais saudável. Em uma tarde, enquanto ele fervia sua água de sempre, algumas folhas voaram e caíram em seu pote. Ele experimentou e adorou o sabor, batizando esse chá de "bebida dos céus". Para o paladar de hoje, porém, o gosto do chá é considerado amargo.
Não existe uma tabela nutricional oficial do chá verde, pois a variação de nutrientes na folha depende muito da forma como essa erva foi plantada, adubada e tratada. Até a região em que a Camellia sinensis é plantada interfere em sua composição nutricional. Por isso que ao comparar tabelas nutricionais de diferentes marcas de chá verde, você pode encontrar diferenças, já que elas correspondem a todos esses fatores.
Porém, sabe-se que ele é rico em flavonoides chamados catequinas, fitoquímicos responsáveis pela maior parte de suas propriedades para a saúde. O chá também é rico em cafeína, a quantidade pode variar de 10 a 86 mg por folha. A quantidade máxima de chá verde indicada é de 4 xícaras ao dia, ou 600 ml. Mais do que isso é passível de efeitos colaterais. 

Benefícios do chá verde

Atua na composição de gorduras do corpo Alguns estudos preliminares apontam que umas das catequinas mais presentes no chá verde, a epigalocatequina galato (EGCG), estimula diversas enzimas que controlam o metabolismo das gorduras, inclusive incentivando a quebra delas. Isso faz com que elas sejam mais bem usadas pelo nosso organismo, não ficando apenas paradas no tecido adiposo. Além de promover o emagrecimento, as pessoas que tomam o chá verde obtém uma melhor composição adiposa no organismo, o que reduz as chances de diversas doenças aparecem, como diabetes e hipertensão. Porém, são necessários mais estudos que comprovem mesmo essa ação.
Traz saciedade Outras pesquisas indicam que as catequinas interagem com os receptores da leptina, hormônio relacionado à sensação de saciedade do nosso organismo. Ou seja, o consumo do chá nas quantidades recomendadas evita que você coma mais do que o necessário para seu organismo. 
Acelera o metabolismo O chá verde também é conhecido por seu efeito termogênico. Mas ele pode ir além, um artigo publicado em 2011 no jornal científicoObesity Reviews sugere que os polifenois do chá inibem a ação de uma enzima, dessa forma agindo junto com a cafeína, aumentando sua ação de termogênese e a oxidação das gorduras. O primeiro mecanismo faz com que o metabolismo funcione mais rapidamente, o que queima mais energia do nosso corpo, evitando que ela se torne gordura e se acumule. Já o último faz com que a gordura seja utilizada e reduz seu acúmulo também. 
É um potente antioxidante As catequinas do chá verde tem o poder de combater os radicais livres em nosso organismo. Por isso mesmo a bebida atua na prevenção e/ou tratamento de doenças crônicas como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, além de ajudarem no antienvelhecimento da pele. Alguns especialistas chegam a mensurar que o poder antioxidante desses nutrientes é maior do que a vitamina C ou E. Um estudo feito na China em 2003, por exemplo, revelou que mulheres que consomem chá verde tem menor risco de adquirirem um câncer de mama.
Combate o colesterol Mais uma vez, o prêmio vai para as catequinas EGCG. Uma pequena fração do colesterol que temos é produzido no corpo, mas a maior parte vem da alimentação. As EGCG reduzem a absorção desse nutriente no nosso intestino, reduzindo assim sua quantidade em nosso corpo. Porém os estudos mostram mais sua ação na redução do LDL, considerado o colesterol ruim, e não no aumento do HDL, o mocinho da história. Além disso, outros polifenois chamados de taninos também estão relacionados a essa redução do LDL, de acordo com alguns estudos.
Melhora o humor Existe um aminoácido no Chá Verde chamado L-teanina que é exclusivo dessa planta e deve consistir em cerca de 2% do seu peso. Quando ele é liberado em nosso corpo, vai para o cérebro e lá aumenta a produção de dopamina e serotonina, neurotransmissores que estão ligados à sensação de bem-estar. Ele também aumenta a produção de ondas alfa no cérebro, o que eleva a sensação de relaxamento, de acordo com um estudo feito no Japão em 2005. Como se tudo isso não bastasse, os flavonoides modulam a noradrenalina, hormônio que também está relacionado com a ansiedade. Por fim, a vitamina C, presente no chá mesmo que em baixas quantidades, atua no hormônio cortisol, que sempre é produzido no corpo em situações de estresse e está envolvida na produção da serotonina. Vale a pena consumir o chá, portanto, com sucos de frutas cítricas. 
Otimiza a digestão Mas a ação do chá verde é diferente dos outros chás digestivos, que trabalham aumentando os sucos gástricos! Sua atução nesse processo ocorre, possivelmente, devido a alguns compostos bioativos que ele traz em sua composição, e que estimulam a microbiota do intestino, também conhecida como flora intestinal. Essas bactérias são responsáveis por ajudar no trabalho de digestão, principalmente de algumas vitaminas. Como um benefício extra, estimular as bactérias do organismo também melhora a imunidade. 
Protege nossa cognição Ainda não é 100% certo, mas alguns estudos têm demonstrado que o consumo de chá verde pode afastar doenças relacionadas ao declínio da mente, como Alzheimer. Um estudo realizado na Austrália revelou que a bebida pode proteger o cérebro de certos tipos de demência, pois os compostos polifenóis presentes no chá podem apresentar propriedades neuroprotetoras, principalmente contra duas substâncias danosas nessa doença: o peróxido de hidrogênio e uma proteína chamada beta-amiloide. Porém, mais estudos precisam ser feitos antes de darem o veredito final sobre esse benefício.
Compare o chá verde com outros alimentos
Chá verde é rico em catequinas, substâncias antioxidantes
Como não há uma tabela nutricional oficial do chá verde, pois sua composição depende de diversas condições de plantio e terra, é mais difícil comparar os valores nutricionais do chá verde com outros alimentos. Porém, é possível confrontarmos alguns valores e propriedades já conhecidos, confira:

  • As propriedades digestivas do chá verde são diferentes de qualquer outro chá, como hortelã, menta, hibisco, psilium, cáscara
  • sagrada, zedoária e fucus. Isso porque, enquanto esses atuam estimulando os sucos gástricos, o chá verde parece melhorar a atividade das bactérias boas do intestino, conhecidas como microbiota intestinal, apesar de não haverem comprovações científicas ainda.
  • A quantidade de cafeína no chá verde é semelhante ao café. Enquanto o último têm 73 mg de cafeína em 60 ml, bem menos do que uma xícara, o chá verde pode conter até 80 mg do nutriente a cada 150 ml, ou seja, uma xícara de chá. Uma quantidade bem maior, e ainda com a vantagem de trazer outras propriedades benéficas para saúde e um efeito calmante que se equilibra com a cafeína. Porém, lembre
  • se que consumir o chá verde logo após as refeições, como fazemos com o cafezinho, pode prejudicar a absorção do ferro, pois ele contém uma quantidade baixa de taninos, como todo já, que se prende ao mineral dificultando sua absorção.
Quantidade recomendada de chá verde
Os estudiosos se dividem quanto à quantidade ideal de chá verde ao dia. Alguns comentam para se consumir entre três a quatro xícaras, outros para consumir até seis. Como a partir de 600 ml de ingestão diária começam alguns efeitos colaterais, o melhor é não ultrapassar essa quantidade, que equivale a quatro xícaras de chá por dia. A vantagem de seguir essa quantidade é reduzir um pouco a diurese excessiva provocada pela ingestão dessa bebida.
Riscos
Quando consumido em altas doses, o chá verde pode sim fazer mal. A grande quantidade de cafeína pode causar insônia, apesar dos efeitos calmantes do chá, e também levar à gastrite, por aumentar a secreção gástrica.
Ultrapassar a ingestão recomendada de 600 ml também pode reduzir a absorção de diversos nutrientes, como o ferro e cálcio, sendo que a ausência do último é perigosa para mulheres na menopausa. Por isso, mesmo consumindo apenas essa quantidade, é muito importante não tomar o chá verde durante as refeições. 
Contraindicações
Gestantes devem evitar tomar o chá verde, pois ele pode reduzir o fluxo da sangue para a placeta, dificultando o desenvolvimento do feto. 
Pessoas com hipertireoidismo também devem evitar o chá, já que elas estão mais propensas à aceleração do metabolismo, devido a maior produção de hormônios da tireoide. Também é contraindicado a hipertensos, pessoas com glaucoma e irritações gástricas. 
O chá verde também pode ter interações medicamentosas com remédios que estimulam o sistema nervoso simpático, portanto ele não é indicado para quem os ingere. Vale consultar seu médico antes de começar a tomar.
Como consumir o chá verde
O chá verde pode ser encontrado em pó, saquinhos e até mesmo cápsulas. Mas nenhuma dessas versões preserva os nutrientes originais e mais importantes do chá como as folhas da erva, que deve ser preparada em forma de infusão.
Mas é preciso tomar alguns cuidados ao preparar seu chá verde em casa. Ao fazer a infusão é muito importante não deixar a água ferver. Coloque a água no fogo e espere formar as primeiras bolhas. Então, acrescente duas colheres de sopa na água, desligue o fogo e deixe por cinco a dez minutos, abafando. Para reduzir o efeito estimulante, experimente descartar essa primeira água e então repetir o processo.

Depois de pronto, ele deve ser conservado em um recipiente de vidro na geladeira ou em garrafa térmica, e suas propriedades permanecem intactas por apenas 24 horas.

O chá verde pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, supermercados e ervanários. Mas é preciso tomar muito cuidado com a procedência, principalmente se você for comprar a erva natural. Fonte: minhavida