terça-feira, 2 de agosto de 2016


Ovo: aliado do cérebro e das grávidas
Alimento ainda é fonte de proteínas e não é inimigo de quem tem colesterol alto
O ovo é bom para o cérebro e para as grávidas
A criação de aves domésticas na América começou com a segunda viagem de Cristóvão Colombo ao continente em 1493. A bordo do navio estavam os primeiros galináceos, uma linhagem originária da Ásia. Assim, o ovo de galinha chegou ao Novo Mundo e anos depois passou a fazer parte da dieta dos brasileiros. 
 Após séculos como um dos principais alimentos da população mundial, especialistas passaram a afirmar que o ovo causava altos níveis de colesterol, fazendo com que ele fosse considerado um vilão da saúde.
Felizmente, descobriu-se que apesar de conter colesterol, uma unidade possui 178 miligramas, não é ele quem faz os níveis subirem. Isto porque o que mais colabora para a elevação das taxas são as gorduras saturadas que ao longo do tempo estimulam a síntese do LDL, o colesterol ruim, e não o colesterol presente nos alimentos. 
Aliás, o ovo possui gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas que, apesar de não estarem presentes em grande quantidade no alimento, ajudam a diminuir os níveis do colesterol ruim (LDL) e a primeira ainda contribui para elevar o colesterol bom (HDL). 
O alimento ainda é importante para o desenvolvimento cerebral e da memória, pois possui colina, que é necessária para a formação de fosfolípides, componentes de todas as membranas celulares.  
O ovo é rico em vitaminas A, que tem efeito antioxidante e é essencial para a visão, D, responsável pela saúde óssea, E, que tem ação antioxidante, e em zinco, selênio e magnésio, minerais antioxidantes importantes para o organismo. 
O alimento é recomendado para quem quer emagrecer, pois proporciona saciedade, já que é rico em proteínas que tornam a digestão lenta. Além disso, como este processo digestivo é demorado, há maior gasto energético. 
Principais nutrientes do ovo
Ovo de galinha - 50 g (uma unidade)
Calorias
71,5 kcal
Proteína
6,5 g
Gorduras
4,45 g
Carboidrato
0,8 g
Colesterol
178 mg
Cálcio
21 mg
Magnésio
6,5 mg
Manganês
--
Fósforo
82 mg
Ferro
0,8 mg
Sódio
84 mg
Potássio
75 mg
Cobre
0,03 mg
Zinco
0,55 mg
Retinol
39,5 mcg
Tiamina
0,0035 mg
Riboflavina
0,29 mg
Piridoxina
--
Niacina
0,375 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - TACO, 2011.                      
A gema do ovo é rica em colina, nutriente que pertence ao grupo das vitaminas do complexo B e é necessário para a síntese de fosfolípides componente de todas as membranas celulares importante para o desenvolvimento cerebral e da memória. Outro benefício da colina é que ela é utilizada na síntese da acetilcolina, neurotransmissor que auxilia a memória e a concentração. 
O ovo também possuí vitamina A que tem efeito antioxidante, está relacionada ao zinco e cálcio e é essencial para a visão, sistema imunológico, pele e saúde óssea. Já a vitamina E também tem ação antioxidante. A vitamina D está muito presente no ovo, 50 gramas possuem 41 UI, e é responsável pela saúde óssea. Ela também auxilia na secreção de insulina e síntese e secreção de hormônios da tireoide. 
Zinco, selênio e magnésio são minerais antioxidantes presentes no ovo e importantes para o organismo. O alimento possui as substâncias zeaxantina e luteína, carotenoides importantes porque têm efeito antioxidante e também protegem os olhos da ação da luz evitando a degeneração macular que ocorre com o passar da idade. 
Outro nutriente presente no ovo é o triptofano que participa da síntese de serotonina, importante na modulação do humor e bem estar. A albumina presente na clara é interessante por ser uma proteína com grande biodisponibilidade. Porém, ao contrário do que muitos acreditam, o consumo de altos índices de albumina não contribui para o aumento da força muscular. 
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 50 gramas (um ovo), deste alimento carrega: 
  • 30% de colina
  • 7% das proteínas
  • 22% de riboflavina (vitamina B2)
  • 4,2% de sódio
  • 59% de colesterol
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. 
Benefícios do ovo
Ajuda a emagrecer: O ovo é considerado um alimento funcional, pois como é rico em proteínas que tornam a digestão mais lenta, a sensação de saciedade também é prolongada. Além disso, como este processo digestivo é mais demorado, há maior gasto energético. O ovo também proporciona a sensação de bem estar porque possui o triptofano, que é a matéria prima para a produção de serotonina responsável pelo benefício.  

Bom para o cérebro: O ovo é uma das principais fontes de colina na dieta. Ela irá proporcionar uma série de benefícios para o cérebro. Isto porque a colina é necessária para a síntese de fosfolípides, componente de todas as membranas celulares, que é importante para o desenvolvimento cerebral e da memória. Outro benefício da colina é que ela é utilizada na síntese da acetilcolina, neurotransmissor que auxilia a memória e a concentração. 

Previne doença de Alzheimer: O alimento ajuda na prevenção da doença de Alzheimer porque possui a colina utilizada para a síntese da acetilcolina, neurotransmissor importante para a memória e concentração. À medida que a doença de Alzheimer evolui a acetilcolina é destruída, portanto consumir a substância precursora do neurotransmissor ajuda na reposição.  

Bom para gestantes: A colina presente no ovo é importante para as gestantes, pois reduz os riscos de problemas no fechamento do tubo neural do feto que é necessário para elaborar a calota craniana e a coluna vertebral do pequeno. Porém, ele não deve ser consumido cru ou com a gema mole, pois há o risco de infecções intestinais como a salmonela.

Efeito antioxidante: O ovo possui nutrientes com ação antioxidante como os carotenoides, a vitamina A e E, o ácido fólico, o zinco, o magnésio e selênio. Eles irão proteger as células das ações lesivas dos radicais livres e evitar o envelhecimento celular.  

Ajuda a visão: O ovo possui as substâncias zeaxantina e luteína, carotenoides importantes porque têm efeito antioxidante e também protegem os olhos da ação da luz evitando a degeneração macular que ocorre com o passar da idade.  

Quantidade diária recomendada de ovo
A quantidade recomendada é um ovo por dia. Isto equivale a cerca de 50 gramas que possuem 178 miligramas de colesterol. Esta porção do alimento ainda está dentro da orientação sobre consumo diário de colesterol, que não deve passar de 300 miligramas. 
O ovo cozido é muito saudável
A melhor maneira de consumir o ovo é cozido, pois assim não há o acréscimo de gorduras e aumento de calorias. Porém, ele também é uma opção interessante como omelete feito com pouco ou sem óleo em uma frigideira antiaderente. 
O ovo não pode ser ingerido cru ou frito com a gema mole, isto porque há o risco de infecções intestinais como a salmonela. Portanto, fique atento para as maioneses caseiras e mousses. Outra questão é que o calor inativa enzimas causadoras de fatores que comprometem a nutrição, são eles: avidina, que impede a absorção da biotina, vitamina do complexo B, ovomucóide ou ovoinibidor, inibidores de enzimas digestivas e ovotransferrina, que não permite a absorção do ferro. 
O ovo caipira é mais saudável do que o convencional, pois possui maior quantidade de carotenoides que tem uma importante ação antioxidante e evita a degeneração macular. 
Como armazenar o ovo: É importante que o ovo seja armazenado em local fresco e arejado, preferencialmente na geladeira. É interessante que ao ser colocado no refrigerador o alimento não fique na porta, pois ele pode ficar próximo da resistência do eletrodoméstico e ser exposto ao calor o que aumenta o risco de proliferação de bactérias. 
Como escolher o ovo: Ao comprar o ovo é importante ficar atento a validade do alimentos e notar se a casca está íntegra, sem trincas, rachaduras e sujeiras. Também observe a procedência do alimento, tome cuidado com ovos vindos de criações caseiras, pois a alimentação da galinha compromete os nutrientes presentes no ovo. Na hora da compra note se a embalagem está nova e limpa e ela deve possuir o nome do produtor com o CNPJ e carimbo de inspeção oficial. 
Compare o ovo com outros alimentos
Por ser rico em proteínas, o ovo é uma ótima alternativa para os vegetarianos. Uma unidade, com cerca de 50 gramas, substitui um bife de carne vermelha com o mesmo tamanho. O primeiro possui 6,5 gramas de proteína e 50 gramas de fraldinha contam com 8,8 gramas de proteína. Ainda que o ovo tenha um pouco menos do nutriente, ele é interessante porque a clara possui a albumina, um tipo de proteína com grande biodisponibilidade. 
O ovo de codorna é tão bom para a saúde quanto o de galinha. Cinco ovinhos do pássaro equivalem a um de galinha. Contudo, a mesma quantidade de ovos de codorna possui mais colesterol do que o ovo de galinha. Enquanto, 50 gramas de ovos codorna contam com 284 mg de colesterol, 50 gramas de ovos de galinha possuem 178 mg. 
Nutrientes (50 gramas)
Ovo de galinha (cerca de 1 ovo)
Ovos de codorna (cerca de 5 ovos)
Calorias
71,5 kcal
88,5kcal
Proteínas
6,5 g
6,75 g
Gorduras
4,45 g
6,35 g
Carboidratos
0,8 g
0,2 g
Colesterol
178 mg
284 mg
Cálcio
21 mg
39,5 mg
Magnésio
6,5 mg
7 mg
Manganês
--
--
Fósforo
82 mg
139,5 mg
Ferro
0,8 mg
1,65 mg
Sódio
84 mg
64,5 mg
Potássio
75 mg
39,5 mg
Cobre
0,03 mg
0,02 mg
Zinco
0,55 mg
1,05 mg
Retinol
39, 5 mcg
152,5 mcg
Tiamina
0,035 mg
0,055 mg
Riboflavina
0,29 mg
0,06 mg
Piridoxina
--
--
Niacina
0,375 mg
0,485 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - TACO, 2011.           
Contraindicações
Alguns estudos sugerem uma associação de risco entre o consumo de ovo e pacientes diabéticos. Ainda são necessários mais pesquisas para comprovar se há relação ou não, portanto é interessante que portadores da doença conversem com seu médico sobre ingerir o alimento. Pessoas com o colesterol elevado também devem consultar o médico sobre o consumo do ovo. 
Por ser uma fonte de proteínas, a orientação é não combinar o ovo com outros alimentos ricos no nutriente. Portanto, evite ingeri-lo com a carne e laticínios.  
Riscos do consumo excessivo

O consumo de mais de um ovo por dia não é interessante porque ultrapassa o limite diário do consumo de colesterol. Dois ovos possuem 356 ml de colesterol e a quantidade recomendada é 300 ml. Caso queira comer mais de um ovo, a orientação é fazer a preparação com uma unidade e apenas a clara do outro ovo, assim você diminui a quantidade de colesterol ingerida.  Fonte: minhavida

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Mioma uterino

O que é Mioma uterino?
Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil. Os miomas uterinos não estão associados a um risco aumentado de câncer de útero e quase nunca se transformam em câncer. Esse tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.
Também chamado de fibroide uterino, o mioma se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho. Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto
Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos a expansão do útero é tamanha que atinge a caixa torácica.
Miomas uterinos podem aparecer em diferentes parte do órgão
Tipos
Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero:
  • Miomas subserosos: localizamse na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornarse desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve
  • Miomas pediculados: são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada
  • Miomas intramurais: crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso
  • Miomas submucosos: ficam na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais
  • Miomas intracavitários: se localizam totalmente dentro da cavidade uterina. Eles costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas.
Causas
Não sabe ao certo porque o mioma uterino se forma, mas existem algumas suspeitas:
  • Mudanças genéticas: muitos miomas contêm alterações nos genes que os diferem das células normais do músculo uterino. Há também algumas evidências de que miomas são mais comuns entre membros da mesma família e que as gêmeas idênticas são mais propensas a terem miomas, se comparadas com gêmeas não idênticas
  • Fatores hormonais: o estrógeno e a progesterona, dois hormônios que estimulam o desenvolvimento do endométrio durante cada ciclo menstrual, a fim de prepará-lo para a gravidez, quando em desequilíbrio podem promover o crescimento dos fibroides. Miomas podem conter mais receptores de estrógeno e progesterona do que as células musculares do útero normais. Além disso, alguns miomas tendem a diminuir após a menopausa, provavelmente porque a produção hormonal também diminui
  • Outros fatores de crescimento: substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos podem afetar o crescimento dos miomas.
Fatores de risco
Existem alguns fatores de risco conhecidos para miomas uterinos:
  • Hereditariedade. Se a sua mãe ou irmã tem miomas, você está em maior risco de desenvolvêlos
  • Raça: as mulheres negras são mais propensas a ter miomas do que as mulheres de outros grupos raciais. Além disso, as mulheres negras têm miomas em idades mais jovens, e eles também são propensos a ter mais ou maiores miomas
  • Outros fatores: início da menstruação em idade precoce, ter uma dieta rica em carne vermelha e menor em verduras e frutas e ingestão de álcool parecem aumentar o risco de mioma uterino.
Sintomas de Mioma uterino
Algumas mulheres podem não apresentar sintomas de mioma, tendo o diagnóstico feito em exames de rotina. Para aqueles que apresentam sintomas, os mais comuns são:
  • Sangramento menstrual pesado
  • Períodos menstruais prolongados - sete dias ou mais de sangramento menstrual
  • Sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos
  • Pressão ou dor pélvica
  • Micção frequente
  • Dificuldade esvaziar a bexiga
  • Prisão de ventre
  • Dor durante as relações sexuais.
Dependendo do tipo de mioma, os sintomas podem se diferenciar:
  • Miomas submucosos: são mais propensos a causar sangramento menstrual prolongado, pesado e às vezes são um problema para as mulheres que tentam engravidar
  • Miomas subserosos: podem pressionar a bexiga, causando sintomas urinários. Se miomas bojo na parte de trás do seu útero, que ocasionalmente pode pressionar o reto ou em seus nervos espinhais, causando nesse caso dor nas costas
  • Miomas intramurais: se grande o suficiente, podem distorcer a forma do útero e causar períodos pesados prolongados, bem como dor e pressão
  • Miomas pediculados: se sofrer torção de sua base e com isso apresentarem parada de sua circulação, causa de dor intensa e aguda, que necessita de cirurgia para sua remoção.
Buscando ajuda médica
Consulte o seu médico se você tiver:
  • Dor pélvica que não vai embora
  • Períodos excessivamente pesados ou dolorosos
  • Sangramento entre os períodos
  • Dor durante a relação sexual
  • Útero aumentado e abdômen
  • Dificuldade esvaziar a bexiga.
Procure atendimento médico imediato se você tiver sangramento vaginal grave ou dor pélvica aguda que vem de repente.
Na consulta médica
Caso você esteja suspeitando de miomas uterinos, marque uma consulta ginecológica. Como as consultas costumam ser muito curtas, você já pode chegar preparado:
  • Faça uma lista de todos os sintomas que você está sentindo. Inclua todos os seus sintomas, mesmo se eles não pareçam estão relacionados
  • Liste quaisquer medicamentos, fitoterápicos e suplementos vitamínicos que você toma. Incluir doses e quantas vezes por semana ou por dia você os ingere
  • Peça para algum membro da família ou amigo próximo te acompanhar, se possível. Essa pessoa poderá te ajudar a assimilar tudo o que foi dito na consulta ou alguma informação que você tenha se esquecido de passar ao médico
  • Leve um caderno ou dispositivo eletrônico com você. Use-o para anotar informações importantes durante a sua visita.
Abaixo, você verá algumas perguntas que o medico provavelmente fará. Estar preparado para respondê-las pode agilizar o tempo de consulta:
  • Quantas vezes você sentiu esses sintomas?
  • Há quanto tempo você experimenta esses sintomas?
  • Em uma escala de 0 a 10, o quão grave são os seus sintomas?
  • Os seus sintomas parecem estar relacionados com o seu ciclo menstrual?
  • Alguma coisa parece melhorar seus sintomas?
  • Alguma coisa piora os sintomas?
  • Você tem histórico familiar de miomas uterinos?
Diagnóstico de Mioma uterino
Miomas uterinos são frequentemente encontrados por acaso durante um exame ginecológico de rotina. O seu médico pode sentir irregularidades na forma do seu útero, o que sugere a presença de miomas. Se você tiver sintomas de miomas uterinos, o médico pode solicitar estes testes:
  • Ultrassonografia transvaginal
  • Hemograma completo e outros exames de sangue, para investigar a causa dos sangramentos.
Se os resultados dos primeiros testes não forem conclusivos, podem ser pedidos esses exames:
  • Ressonância magnética
  • Ultrassom com infusão de solução salina
  • Histerossalpingografia
  • Histeroscopia.
Recebido o diagnóstico de miomas uterinos, você pode querer obter algumas informações com o médico, para entender melhor seu problema. Seguem algumas perguntas que você pode fazer:
  • Quantos miomas eu tenho? O quão grande eles são?
  • Os miomas estão localizados no interior ou no exterior do meu útero?
  • Que medicamentos estão disponíveis para tratar miomas uterinos ou os meus sintomas?
  • Que efeitos secundários posso esperar do uso de medicamentos?
  • Em que circunstâncias você recomenda a cirurgia?
  • Os meus miomas uterinos podem afetar a minha fertilidade?
  • O tratamento pode melhorar minha fertilidade?
Certifique-se de que você compreendeu tudo o que seu médico lhe disser. Não hesite em perguntar qualquer coisa ou pedir para repetir informações.
Tratamento de Mioma uterino
Não há uma abordagem única para o tratamento do mioma uterino. Se você tiver sintomas, converse com o médico sobre as opções mais adequadas ao seu caso.
Muitas mulheres com miomas uterinos não experimentam sintomas, ou então apenas sinais leves e pouco irritantes. Se esse for o seu caso, fazer o acompanhamento médico, sem necessariamente usar algum medicamento ou fazer uma cirurgia, pode ser a melhor opção.
Já para as mulheres cujos sintomas de mioma uterino incomodam as atividades diárias ou casos mais avançados, existem algumas modalidades de tratamento:
  • Medicamentos hormonais para impedir o desenvolvimento do óvulo
  • (DIU) liberador de progesterona
  • Contraceptivos
  • Anti-inflamatórios não esteroides para a dor
  • Suplemento de vitaminas e ferro, por conta dos nutrientes pedidos no sangramento.
Existem também os procedimentos cirúrgicos não invasivos ou minimamente invasivos:
  • Cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética
  • Embolização da artéria uterina
  • Miólise
  • Laparoscópica ou robótica
  • Miomectomia histeroscópica
  • Ablação endometrial e ressecção de miomas submucosos.
Existem também os procedimentos cirúrgicos tradicionais:
Complicações possíveis
Apesar de miomas uterinos geralmente não serem perigosos, eles podem causar desconforto e levar a complicações, como anemia por perda de sangue.
Mulheres que fizeram tratamento para endometriose podem sofrer com os sintomas novamente em algum momento da vida, exceto aquelas que fizeram histerectomia. Nesses casos, pequenos miomas que o médico não detectou durante a cirurgia podem eventualmente crescer e causar sintomas que merecem tratamento. Isso é muitas vezes chamado de taxa de recorrência. Novos miomas, que podem ou não podem exigir tratamento, também podem se desenvolver.
Gravidez e miomas
Miomas uterinos geralmente não interferem na concepção ou na gravidez. No entanto, é possível que alguns miomas atrapalhem a fertilidade ou o desenvolvimento do feto. Miomas submucosos podem impedir a implantação e crescimento de um embrião. Em tais casos, os médicos geralmente recomendam a remoção desses miomas antes de tentar a gravidez, sob o risco de a mulher sofrer um aborto em casos mais graves.
Raramente, os miomas podem distorcer ou bloquear suas trompas de falópio, ou interferir com a passagem do esperma do seu colo do útero para suas trompas de falópio.
Prevenção

Embora pesquisas estejam sendo feitas para investigar a causas dos miomas, existem poucas evidências científicas conclusivas para prevenção. Pode ser que não seja possível prevenir os miomas uterinos. No entanto, apenas uma pequena percentagem destes tumores necessitam de tratamento. fonte: minhavida
Cisto de ovário

O que é Cisto de ovário?
Sinônimos: cistos ovarianos, cisto de corpo lúteo, cisto folicular
Cistos de ovários são bolsas cheias de líquidos que se formam sobre ou dentro do ovário.
Tipos
Existem diversos tipos de cistos ovarianos. O mais comum deles é o cisto funcional, que também possuem dois tipos distintos: os foliculares e os lúteos.
Os outros tipos de cistos existentes não estão relacionados ao ciclo menstrual e são bem menos comuns. São os casos dos cistos dermoide, cistadenoma.
Cisto funcional
A maioria dos casos de cistos no ovário acontece em idade fértil (da puberdade àmenopausa), durante o ciclo menstrual. Esses cistos são chamados de funcionais. Cistos ovarianos na menopausa são pouco comuns. Um cisto funcional pode ser tanto folicular quanto lúteo.
Todo mês, durante o ciclo menstrual, um folículo cresce no ovário. Os folículos são o local onde o óvulo se desenvolve. Na maioria dos meses, um óvulo éliberado deste folículo, num processo conhecido como ovulação. Se o folículo não conseguir abrir e liberar o óvulo, o líquido permanece dentro dele e origina um cisto. Isto é chamado de cisto folicular.
Já o cisto de corpo lúteo ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.
Outros tipos
  • Cisto dermoide: são formados a partir de células que também dão origem à pele, portanto encontrase em dentes e nos cabelos, para citar dois exemplos
  • Cistadenomas: se desenvolvem a partir do tecido que reveste os ovários
  • Cisto endometrioma: são resultado da endometriose, uma condição na qual o endométrio, o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.
Fatores de risco
Alguns fatores são considerados de risco para uma mulher vir a desenvolver cistos de ovário:
  • Histórico familiar de cistos ovarianos funcionais
  • Uso de medicamentos para impulsionar a ovulação.
Sintomas de Cisto de ovário
A maior parte dos casos de cistos de ovário passa desapercebida, pois não manifestam sintomas. Os sintomas que ocorrem normalmente são dor ou irregularidade no período menstrual.
É provável que um cisto ovariano cause dor se:
  • Aumentar de tamanho
  • Sangrar
  • Romper-se
  • Sofrer uma colisão durante a relação sexual
  • For torcido ou provocar a torção das trompas de Falópio.
Entre outros, os sintomas dos cistos ovarianos são:
  • Inchaço no abdômen
  • Dor ao evacuar
  • Dor na pélvis pouco antes ou depois do início do período menstrual
  • Dor durante as relações sexuais ou dor pélvica ao mover-se
  • Dor pélvica - dor leve e constante
  • Dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno.
Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar náuseas ou sangramentos.
Buscando ajuda médica
Procure um especialista em caso de dores abdominais e pélvicas muito fortes, principalmente se elas vieram acompanhadas de febre e vômito. Não se automedique. Os sintomas de cistos no ovário são muito similares aos de outras doenças. Consulte um médico para que ele possa fazer o diagnóstico e orientar qual o melhor tratamento para seu caso.
Na consulta médica
Na consulta, descreva todos os sintomas que estiver sentindo e tire todas as dúvidas com o médico. Você pode perguntar, por exemplo:
  • Cistos no ovário podem causar câncer ou infertilidade?
  • O que eu posso fazer para evitar que esse problema seja recorrente?
  • Cistos no ovário podem ser sintomas de um problema mais grave?.
O especialista também deverá lhe fazer algumas perguntas, como:
  • Há quanto tempo você está sentindo esses sintomas?
  • Os sintomas surgem junto ao ciclo menstrual?
  • Há alguma medida que melhore ou piore seus sintomas?.
Diagnóstico de Cisto de ovário
Geralmente, um cisto no ovário pode ser identificado em um simples exame pélvico. Mas para determinar o tamanho e o tipo exato do cisto, o médico deverá recorrer a outros exames, como por exemplo:
  • Teste de gravidez: se der positivo, o especialista saberá que o tipo de cisto em questão é lúteo
  • Ultrassom pélvico: o exame de imagem possibilitará ao médico identificar o tamanho do cisto e também sua composição (se é sólido, fluido, misto, etc)
  • Laparoscopia: por meio de um laparoscópico, o médico poderá examinar mais atentamente a região dos ovários em busca de um cisto
Tratamento de Cisto de ovário
O tratamento depende muito da idade da paciente, dos sintomas do tamanho e do tipo do cisto. Muitas vezes, o cisto desaparece por conta própria, dispensando a terapia. Isso pode demorar alguns meses. Para garantir que o cisto se foi completamente, ele poderá pedir ultrassons e exames pélvicos periódicos. Caso esta não seja uma opção ou caso o cisto não vá embora sozinho, existem outros meios para tratar a doença. Confira:
  • Anticoncepcionais costumam ser uma opção para evitar que novos cistos se desenvolvam nos ovários
  • Cirurgia de retira de cistos também pode ser uma alternativa, mas geralmente o médico só recorre a esse tipo de intervenção quando não há outra opção. No entanto, pode ser também a única solução caso o cisto seja grande demais, não seja funcional ou esteja crescendo.
Caso o cisto seja cancerígeno, talvez seja necessário extrair ambos os ovários.
Expectativas
Os cistos que ocorrem em mulheres que ainda menstruam costumam desaparecer sozinhos. Mesmo quando isso não acontece, o tratamento costuma ser eficiente. Existe um risco maior de câncer em mulheres que estão na pós-menopausa.
Complicações possíveis
As complicações podem ocorrer com cistos que:
  • Sangram
  • Rompem-se
  • Mostram sinais de alterações que podem sugerir um câncer
  • São torcidos.
Prevenção
Não há uma forma realmente eficaz de se prevenir cistos no ovário, mas é possível realizar exames com frequência para detectar o problema precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes.

Além disso, caso a pessoa não esteja tentando engravidar e apresente cistos com frequência, você pode evitá-los ministrando hormônios (pílulas anticoncepcionais, por exemplo), que previnem o crescimento dos folículos. Fonte: minhavida